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Aqui está o resume do livro, feito com o "Summarizer(c)"
Antes de fazer o download do livro, pode ver se há coisas que lhe interessem
Conceitos:
Hunzas, longevidade, idade, povo, saúde, segredos, centenários.
Resumo:
Este pequeno livro que tem a sorte de ter nas suas mãos pode literalmente mudar a sua vida de uma forma surpreendente.
Se aplicar os seus segredos, ele ajudá-lo-á a encontrar, ou a conservar e a prolongar, quase indefinidamente, aquilo que é, sem dúvida, o nosso bem mais precioso: a juventude.
De facto, as promessas deste livro parecem realmente extraordinárias, mas depende apenas de si realizá-las.
Os segredos que esta obra encerra foram extraídos da sabedoria de um povo cuja reputação correu o mundo inteiro.
O verdadeiro nome deste povo notável não é conhecido do grande público.
Sabe-se apenas que vive algures em montanhas longínquas e que os seus membros têm uma longevidade excepcional.
Diz-se que neste povo os centenários são moeda corrente e que não é raro os anciãos atingirem a idade canónica de 130 anos.
Foram mesmo referidos casos, em número apreciável, de idosos que não entregavam a alma ao Criador antes da incrível idade de 145 anos...
Este povo não é fruto da lenda e a região onde habita não se chama utopia.
São os chamados Hunzas e habitam no local a que se chamou o tecto do mundo, ou seja, as altas montanhas dos Himalaias.
territórios de Caxemira, Índia e Afeganistão se juntam.
Diz-se deste pequeno povo que vive num vale inóspito, 3 mil metros de altitude e que está por assim dizer isolado do resto do mundo -- que é o povo mais feliz da terra.
Diz a lenda que os seus fundadores foram três soldados gregos que, tendo desertado do exército de Alexandre O Grande, se refugiaram com as suas esposas persas neste vale paradisíaco.
Ai viveram totalmente isolados, aproveitando a singular configuração geográfica do local para manter afastado os visitantes inoportunos, e conseguindo facilmente afastar qualquer invasão.
Os Hunzas vivem essencialmente da agricultura e da criação de animais.
Não fazem artesanato nem praticam o comércio.
Depois de se terem dedicado à pilhagem durante muito tempo, os Hunzas são desde há 150 anos perfeitamente pacíficos.
A sua sociedade é verdadeiramente fora do comum, a ponto de nas suas povoações não existirem nem prisões nem bancos.
Foi um audacioso médico escocês, de seu nome Mac Carrisson, que deu a conhecer ao Ocidente este povo misterioso.
Aventureiro por natureza, não temeu realizar, entre as duas guerras, uma viagem arriscada que o conduziu às altas montanhas dos Himalaias, onde permaneceu durante sete anos entre os Hunzas.
O que o Dr. Mac Carrisson descobriu deixou-o literalmente atónito.
Todavia, em virtude da sua formação científica, ele não pode ser suspeito de ingenuidade e ainda menos de fabulações.
A sua primeira constatação foi de que os Hunzas eram dotados de uma saúde, absolutamente excepcional.
Melhor ainda, pareceu-lhe que eles não conheciam a doença, que esta não tinha qualquer poder sobre eles.
De facto, os Hunzas pareciam absolutamente imunizados contra as doenças das nossas sociedades modernas e sobretudo contra aquelas que actualmente constituem as principais causas de morte: o cancro e o enfarte.
Aliás, a sua constituição não parece estar resguardada apenas destes males terríveis.
Os Hunzas ignoram o que são a artrite, as varizes, a obstipação, as úlceras gástricas, as apendicites...
E o que é ainda mais surpreendente é que as doenças infantis são inexistentes entre eles.
As suas crianças não passam pela habitual parafernália de doenças dos seus primos ocidentais: papeira, sarampo, varicela...
Além disso, os casos de mortalidade infantil são extremamente raros.
Tudo isto contrasta de forma espectacular com o triste retrato das nossas sociedades contemporâneas.
Nunca é de mais repetir que as nossas sociedades estão de facto doentes, física e mentalmente.
A este respeito, aliás, as estatísticas são tristemente eloquentes.
Por exemplo, nos Estados Unidos, metade dos jovens chamados para a recruta são considerados inaptos para cumprir o serviço militar obrigatório.
Um passeio digestivo de três horas é para eles algo de muito agradável e fazem-no sempre que têm tempo, não como algo que lhes pese, mas quase como uma recompensa.
Os Hunzas conseguem realizar os seus trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã com o estômago vazio.
As nozes, as amêndoas, as avelãs, os frutos da laia do norte, etc. ocupam um lugar importante no menu hunza.
Acompanhados de fruta ou de verduras, por exemplo numa salada, constituem na mesa dos Hunzas uma refeição completa.
Isto é, sem dúvida, algo que pode surpreender os nossos apetites vorazes, que certamente fatiamos desta salada apenas uma modesta entrada, antes de atacar o prato principal que, aliás, seria considerado bastante supérfluo aos olhos dos Hunzas.
Não se pode falar devidamente da alimentação dos Hunzas sem fazer referência a um alimento que constitui a sua base, ou seja, um pão especial que curiosamente se chama o chapatti.
Os Hunzas comem este pão a todas as refeições, o que leva a pensar que este é o principal factor, ou pelo menos uma causa extremamente decisiva, da sua longevidade.
Os especialistas acreditam, em todo o caso, que o consumo regular deste pão especial tem influência no facto de um Hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que, no Ocidente, não passaria de uma fantástica proeza.
O chappatti contém realmente todos os elementos essenciais.
Na sua composição entra a farinha de trigo candial, de cevada, de trigo-mourisco ou de milho miúdo.
Mas o que é mais importante, sem dúvida ainda mais importante que o tipo de farinha que entra na sua composição, é o facto de esta farinha ser integral, não ser refinada e sobretudo não ter sido submetida ao processo de peneiração que os Ocidentais utilizam e cuja finalidade é eliminar a fracção reprodutora do grão, ou seja o germe.
erradamente associam a brancura da farinha à sua pureza.
A presença do germe toma a armazenagem muito difícil, o que complica a vida às indústrias, que preferem, por isso, fornecer-nos uma farinha branca, destituída das suas propriedades mais importantes.
Com efeito, o germe do grão tem propriedades nutritivas espantosas.
Dá-nos a vitamina E, aquela cuja virtude singular consiste em manter as capacidades sexuais dos animais que a incluem na sua alimentação.
A qualidade da actividade sexual, que está ligada ao bom funcionamento do sistema hormonal, é vital para a saúde.
Provavelmente pensa que este pão, por mais virtudes maravilhosas que possua, não é possível chegar à padaria da esquina e pedir o seu cacete de chapatti.
Assim, para evitar isso, indicamos -- lhe a receita base deste pão, sem dúvida grosseiro na sua aparência, mas cujo uso regular terá para si o mesmo efeito que para os Hunzas.
As quantidades que indicamos dão para dez doses.
A preparação não é muito demorada, exigindo menos de uma hora.
Em primeiro lugar, obtenha grãos de moagem recente.
Uma mistura de 250 gramas de trigo candial e de trigo mourisco dá excelentes resultados nas seguintes proporções: 1/3 de trigo candial e 2/3 de trigo mourisco, ou seja, no caso que apresentamos, cerca de 80 gramas de trigo candial e 170 gramas de trigo mourisco, meia colher de café de sal grosso e 100 gramas de água.
Comece por misturar o sal com a farinha.
Deite lentamente a água, misturando bem para obter uma mistura homogénea, sem grumos.
deitar toda a água, trabalhe a massa sobre uma superfície enfarinhada, até ela deixar de se colar aos dedos.
Embrulhe-a num pano húmido e deixe-a em repouso durante meia hora.
Em seguida faça bolas de cerca de 4 cm de diâmetro e calque-as de modo a formar uma espécie de bolachas muito tinas.
Coza-as em fogo brando, sobre uma grelha fina ligeiramente untada, e vire-as a meio da cozedura.
Esta receita é simples, não é verdade?
O chapatti pode ser servido de diversas maneiras --com queijo, com compotas, com mel...
Passemos então em resumo os grandes princípios e as principais componentes da alimentação dos Hunzas, certamente a principal fonte da sua excepcional longevidade.
Este exercício, que eles praticam geralmente ao ar livre, o que traz, evidentemente, benefícios suplementares, é sobretudo devido ao seu trabalho nos campos.
Mas para eles isso não é suficiente e regularmente dedicam-se à marcha.
É lógico que está fora de questão mudarmos completamente a nossa maneira de viver e irmos, por exemplo, trabalhar para o campo.
Em geral, trabalham muito lentamente, quase ao ralenti, diríamos nós, o que não os impede de (e até pelo contrário, o que lhes permite) realizar uma quantidade de trabalho considerável.
Quando param o seu trabalho, por vezes apenas por breves momentos, mas nem por isso menos essenciais, os Hunzas entregam-se a pequenos exercícios de relaxação e meditação.
Tal como afirmámos, não é apenas o número de anos de vida dos Hunzas que é excepcional, é também a sua qualidade de vida.
E foi isso que os Hunzas compreenderam há já muito tempo.
De facto, a sua filosofia de vida é muito diferente da nossa.
Assim, para os Hunzas, a idade não é senão a maturidade crescente do corpo e do espírito.
A idade de uma pessoa é estabelecida de uma forma bem diferente, pois é avaliada em função das capacidades que ela adquiriu.
Quanto mais capacidades e experiência tiver um homem, maior será a sua maturidade e mais alto será o seu valor.
A tal ponto isso é verdade que, entre os Hunzas, toda a gente rejubila perante a ideia de vir a ter mais um ano de vida.
Nas nossas sociedades, a terceira idade, que nós designamos também pela idade de ouro, são mais ou menos indivíduos abandonados à sua sorte.
A partir do momento em que se chega à idade da reforma, aliás numa idade que faria rir os Hunzas, as pessoas são literalmente postas "a um canto".
Perdem toda a utilidade e, por conseguinte, todo o seu valor económico e social.
De facto, e é preciso dizê-lo, retira-se-lhes praticamente a sua dignidade, pois não é verdade que é no trabalho que o homem mais profundamente se sente realizado?
Na maioria dos países, mesmo as pessoas saudáveis, não têm escolha, já que, na idade antecipadamente fixada, a reforma é obrigatória, independentemente da saúde da pessoa que se vê forçada a depor as armas...
Aliás, os reformados são muitas vezes alvo de uma espécie de ostracismo ao serem isolados em lares e casas de repouso, verdadeiras ante-câmaras do além, onde o anjo da morte encontra presas fáceis.
um sentimento profundo de contrariedade e inutilidade, que leva rapidamente ao cemitério.
De facto, não há nada mais penoso do que aquilo a que chamamos reforma e que seda certamente mais justo apelidar do terrível nome de paragem para a morte.
Entre os Hunzas, não existe nada que se assemelhe à reforma.
É óbvio que, quando atingem uma determinada idade, os velhos Hunzas deixam de se poder entregar a tarefas árduas.
Mas o que é importante é que os Hunzas não se reformam.
Isto não fada nenhum sentido para eles.
Os anciãos são alvo de uma grande admiração por parte dos jovens.
Em vez de interromperem bruscamente as suas actividades, eles optam por modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que, de resto, não os dispensa sequer das actividades físicas às quais se entregam até uma idade avançada.
Só muito tarde conhecem os primeiros sinais de senilidade.
Os Hunzas compreenderam isso e mantêmse activos.
O termo que utilizam para designar a terceira idade é, aliás, extremamente significativo.
São os chamados anos da plenitude, porque coroam literalmente a sua existência.
Aos primeiros anos chamam os anos da juventude, e estes prolongam-se até aos...
Seguem-se os anos intermédios, que vão até cerca dos 80 anos...
Em seguida, vem a idade de ouro que, só entre os Hunzas, assume todo o seu significado...
Para alguns, isto pode parecer excessivo, mas é sem dúvida porque não têm consciência suficiente da extraordinária importância do espirito sobre o corpo.
Saber manter a juventude do espírito, cultivar em si uma curiosidade constante, é assegurar ao corpo alguns anos de uma juventude suplementar.
É este o espírito da verdadeira Fonte da Juventude.
Pessoalmente, na minha qualidade de autor, estou de tal forma convencido do fundamento desta teoria que divulgo uma importante colecção de obras que tratam desta questão.
Eu próprio sou autor de uma obra intitulada "Dinâmica Mental", na qual reuno as conclusões das mais recentes investigações sobre as possibilidades quase infinitas do espírito.
O que há de mais singular, já para não falar de misterioso, acerca dos Hunzas, é o facto de eles aplicarem instintivamente as grandes leis do espírito.
A sua concepção tão original da velhice não é senão um dos aspectos mais espectaculares.
Parece que, em nenhuma idade, a negatividade toma conta do seu espírito.
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